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PUBLICADA EM 23/06/2014

Fome, desnutrição e obesidade

A FAO estima que os custos gerados pela fome e desnutrição, mundialmente, são de US$ 3,5 trilhões por ano ou US$ 500 por pessoa. Por isso, a sua meta, para todos os países, é a erradicação da fome, da insegurança alimentar e da desnutrição, principalmente a materna e a infantil. Também são graves o sobrepeso e a obesidade. Seus custos foram estimados, pela FAO, em US$ 1,4 trilhão em 2010. No Brasil, já atingem 50% da população, e os custos são de R$ 488 milhões por ano. O sobrepeso e a obesidade, avaliados em escolas de Fortaleza em 2003, se mostraram elevados (19,5%), sendo maior nas escolas privadas (23,9%) do que nas públicas (18%).

A Organização Mundial da Saúde - OMS (2002), concluiu que a ingestão insuficiente de frutas e hortaliças é um dos 10 fatores de risco de mortalidade mundial, sendo responsável por 19% dos cânceres gastrointestinais, 31% das cardiopatias isquêmicas e 11% dos acidentes vasculares cerebrais. Segundo a OMS o consumo mundial de frutas e hortaliças oscila de 100 g/dia, nos países menos desenvolvidos, até 450 g/dia nos mais desenvolvidos. Para prevenção de doenças crônicas, a OMS e a FAO recomendam consumo diário de 400 g/dia de frutas e hortaliças, o que salvaria, anualmente, 1,7 milhão de vidas.

Nos EUA, pesquisadores avaliaram os riscos e benefícios do consumo de uma porção de frutas e hortaliças por dia, e o possível aumento da incidência de câncer, atribuída ao consumo de resíduo de agrotóxicos, teoricamente contido nessa mesma porção diária de frutas e hortaliças. Eles estimaram que: 20 mil casos de câncer poderiam ser evitados/ano; e 10 casos de câncer, por ano, poderiam ser atribuídos ao consumo de resíduos de agrotóxicos contidos nas frutas e hortaliças. Concluíram que os consumidores não precisam se preocupar com o consumo de frutas e hortaliças produzidas convencionalmente.

No Brasil, os resultados de pesquisa obtidos no Laboratório de Toxicologia da Universidade de Brasília, pela professora Eloisa Dutra Caldas, permitiram chegar a conclusão semelhante. Em recente palestra, em Fortaleza, ela afirmou: “É melhor consumir frutas e vegetais, com receio de que tenha resíduo de agrotóxicos, do que não consumi-los, pois o risco é pequeno e os benefícios muito grandes.” O Seminário Internacional “Frutas e Hortaliças: alimentação saudável e segura”, discutirá a temática na Frutal 2014, nos dias 23 e 24/09/2014, em Fortaleza.

João Pratagil
opiniao@opovo.com.br 
Doutor em Agronomia, pesquisador da Embrapa

Fonte: O Povo Online

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